De quem é a culpa? Onde mora o pecado?

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Por Gislaine Westphal

Estava pensando sobre imagem, afinal trabalho com isso e uma das coisas que falo é: qual a mensagem que você está passando através da sua imagem? (entenda mais sobre Capital da Imagem)

Nunca pontuei certo ou errado para usar, e não farei isso, com exceção do que acho feio ou fora da ética social, em suma devemos respeitar os ambientes em que estamos inseridos e a cultura. Neste aspecto sempre irei falar minha opinião profissional, mediante estilo, biotipo e a mensagem do local ou da cliente.

Mas no final da história, a pessoa quem decide o que usar através da mensagem que ela quer passar. 

Porém, temos que cuidar com a nossa mensagem? Sim! São reflexões sinceras que devemos fazer. Qual é a minha missão? Qual meu objetivo nesta caminhada? Isso é coerente e consistente com a minha imagem, com a minha personalidade? 

Segundo pesquisa científica, relatada no livro Capital Erótico de Catherine Hakim - Cientista Social e especialista em sociologia no mercado de trabalho - homens e mulheres que abusam do capital da imagem somente no âmbito do sex appeal, é porque têm um desequilíbrio e estão inseguros no capital intelectual e precisam equalizar. Mas também tem o outro lado e vamos ver isso.

Estava refletindo sobre pessoas arrumadas, que se cuidam com bom senso. (a vaidade extrema chama atenção só para si, que acredito também ser um desequilíbrio, afinal vaidade extrema é um vazio, firmado sobre aparência ilusória. Mas também é, a valorização que se atribui à própria aparência, ou quaisquer outras qualidades intelectuais, fundamentada no desejo de que tais características sejam reconhecidas ou admiradas pelos outros).

Se uma pessoa entrar num local, andar na rua... ela vai atrair olhares, de homens e mulheres, de desejo, de inveja, de aprovação, de ciúmes... e assim segue a lista. Vem a pergunta; “quem está instigando isso?” 

Em partes, a pessoa que está arrumada estimula, afinal ela tem uma mensagem sendo transmitida. Mas a outra porcentagem é do outro que a vê. E aí, vem meu ponto.

Devemos carregar o peso do sentimento de como vão receber a mensagem, como o outro vai sentir? NÃO!!!!!! Se a sua mensagem é coerente com quem você é, é consistente com sua personalidade e sua missão, como falamos acima, fique em paz! Se o outro pensa em sexo, em você como um objeto, tem inveja... neste caso, a culpa é do OUTRO!!!! 

Sobre o pecado original, Deus nunca colocou a árvore do bem e do mal para tentar o ser humano, era livre arbítrio.... mas desde os primórdios o mundo se acostumou a culpar o outro pelo pecado pessoal. Não assumimos a própria parcela de culpa. Afinal; “foi a mulher que me deste que me levou a pecar”, nunca foi: “eu quis comer do fruto.” “Foi a cobra que tu criaste que me fez pecar”.

Nunca assumimos: “eu tenho desejo por essa pessoa e não deveria ter por ‘N’ fatores, preciso tratar o meu pecado”, em vez disso, afirmamos: “o jeito que ela se veste, o jeito que ela se porta me atiça, a culpa é da pessoa, não minha.” (tirando os desequilíbrios que pontuei, que provocam estímulos).

Não reconhecemos o pecado individual independente qual, da gula, da luxúria, da inveja, da mentira... e assim segue.

Colocamos sempre a culpa no outro, assim nunca evoluímos, nunca crescemos e silenciamos assuntos extremamente relevantes e culturas que precisam ser quebradas e ressignificadas. 

Temos que buscar respeito e responsabilidades igualitárias, e se você é cristão seu foco deve ser mostrar o Amor de Deus e falar sobre a graça, a salvação e de que Ele está próximo de voltar.

Ore pela transformação, porque se algo o tira desse foco, você precisa realinhar a sua rota e se tratar.

Para finalizar, tem um verso na Bíblia que fala assim: “Se o seu olho direito o fizer pecar, arranque-o e lance-o fora. É melhor perder uma parte do seu corpo do que ser todo ele lançado no inferno.” Mateus 5:29.